Quantidade vs Qualidade

quinta-feira, julho 08, 2010

O assunto já é bem mais velho que eu... Mas hoje apetece-me trazer este tema para a mesa!

O assunto quantidade vs qualidade pode aplicar-se a todos os campos da vida... Há pessoas que preferem ter muitos conhecidos e poucos amigos, e outras que preferem ter os tais "poucos, mas bons", há pessoas que preferem fazer uma viagem transatlântica de dois em dois anos enquanto que outra prefere fazer várias escapadelas durante o ano para o Alentejo e Algarve, etc...


E na área da moda todas sabemos o que isso quer dizer... Deixar os "trapos" em prol de artigos de qualidade. E se não tiver havido um upgrade no ordenado isso significa - menos quantidade!

Em termos reais em que é que isso se traduz? Não, não significa largar a Parfois e comprar uma Chanel para usar todos os dias! Claro que é isso que queríamos não é? Mas ir de 8 para 80, na minha opinião, é demasiado drástico (e inexequível)! Significa sim que em vez de três bolsas da Parfois uma da Tommy Hilfiger, ou da Miss sixty, ou da Lollipops, ou da Guess, ou qualquer outra deste patamar (conforme o gosto). Depois disso investir naquilo que eu chamo "As Marcas do El Cort Inglés" - Carolina Herrera, Purificación Garcia, Longchamp - aquelas que já estão no inicio do luxo. Depois disso Louis Vuitton, Miu Miu, Prada... Perceberam a ideia? Cada vez melhor qualidade, mas cada vez mais tempo sem comprar nenhuma bolsa...

(eu sei que os meus exemplos são sempre baseados em bolsas, mas é a minha preferência e faço sempre o meu raciocínio a partir disso)

E em termos reais, de que é que essas mudanças dependem? Da idade, do estado de espírito, do ordenado?

Aí vou ser sincera que acho que muda de pessoa para pessoa... Eu gostava de ter coisas melhores, mas sinceramente só daqui a uns bons anos! Agora ainda sou uma rapariga de quantidade... Lá vou tendo uma ou outra coisa do patamar acima, dos saldos, ou de presentes, ou porque gosto muito e invisto, mas não passa disso! O que é estranho, é que quando era mais nova, fui rapariga de "pouco, mas bom"... Mas desde que descobri a Inditex isso mudou totalmente!! Gosto de ter escolha, gosto de ter tendências, gosto de ter básicos, e sim! gosto de trapos!!! Haaa como eu gosto dos famosos "trapos"...


Mas uma coisa também vos digo... Quando subir, é para subir! Nunca se deve estar nos 8 e 80 ao mesmo tempo! Louis Vuitton e "roupa da feira" (leia-se roupa com ar "barato") não encaixam! Só dá, na minha opinião, ar de "aquela anda ali a passar fome para comprar aquela bolsa, e depois não lhe sobra para a roupa" - Se não há possibilidades de "subir de patamar", então não subam! Em vez de terem um look mais "respeitável", têm ar de parolas! (espero não estar a ferir susceptibilidades, esta é apenas a minha opinião).

Atenção!! Eu NÃO sou contra o hi-lo!! Eu adoro o hi-lo!!! Mas também acho que é preciso saber fazê-lo... Os melhores exemplos de hi-lo vejo-os no Blog da lala (Brasil), e no A Fashion Intuition (da blogueira JOM) - sabem fazê-lo muito bem, no que toca a hi-lo de barato/caro.
Hi-lo de JOM: Zara e Chloe, e de Fran Monfrinatti (no Blog da lala): Zara, Alexandre Birman e Schutz.



E vocês o que acham?


xxx

You Might Also Like

19 comentários

  1. bem..neste momento não posso dar 2000 euros por uma chanel e prometer que nao compro malas nos proximos 5 anos! :P
    as minhas malas já são semi caras, preocupo me que tenham alguma qualidade para aguentarem uma ou 2 estações. e um dia, quando for mais abastada, terei uma chanel ou 2! :P
    ***

    ResponderEliminar
  2. Sim, é isso mesmo! Eu gostava de a ter, mas não comprar nenhuma durante 5 anos para a ter? Nããã... Ainda não! (;

    ResponderEliminar
  3. Sei que cada vez gosto mais dos teus posts:) Eu penso muitas vezes que é melhor ter pouco mas bom, mas não posso mesmo gastar 1000 ou 2000 euros numa mala por exemplo! assim prefiro ir comprando coisas razoáveis, com qualidade q.b e ter por onde escolher. Por enquanto tem de ser assim!:) bj

    ResponderEliminar
  4. gostei mt do teu post até pq concordo completamente ctg! Eu tenho sido uma Cliente basicamente das marcas fast fashion e vintage mas agr, tb pq já começo a ter a minha independencia financeira, vou começar a apostar em artigos de qualidade, e que são..arte por assim dizer ou literalmente!!

    sou seguidora.

    um beijo da blogger
    fashionmarketslove.blogspot.com
    mirandastyleatbreakfast.blogspot.com

    ResponderEliminar
  5. Eu acho que o segredo reside em saber misturar bem. Uma boa carteira ou uns sapatos podem ser um upgrade no outfit mais baratinho. E, por outro lado, nas lojas de fast fashion já encontras coisas com alguma qualidade e preço acessível. É uma questão de escolheres bem os melhores cortes e os melhores materiais. Umas camisa de seda é smp uma camisa de seda... e encontras na Zara.
    Tenho 31 anos e já priveligio a qualidade... que tento encontrar a preços acessíveis.
    A minha perdição são as carteiras, tb. Compro apenas uma ou duas boas por ano... uso-as bastante. Não significa que não compre, de vez em qd uma ou outra carteira mais barata na Zara... acontece, por vezes, mas sempre em pele.
    Qto aos sapatos, gasto menos dinheiro. Aí, sim, custa-me dar dinheiro em sapatos para andar na calçada portuguesa... envelhecem num instante e dá-me pena. Ainda assim, sapatos só compro em pele.
    Já roupa, sou fã assumidíssima da Zara e até da H&M (tb compro na mango, mas prefiro as 1as), mas escolho bastante... só compro as peças q acho q têm mesmo mto bom aspecto. Apesar de achar o design importante, priveligio a qualidade. O mesmo se passa com os acessórios. Compro mto no ebay, tb. Consegues encontrar lá coisas excelentes a preços mto fixes... sendo q não encontras por cá ninguém com coisas iguais :).

    ResponderEliminar
  6. Como consumidora de fast fashion, me confesso!

    O post está excelente e espelha a realidade da maioria de nós. Um dia iremos chegar ao patamar de cima! Enquanto esse dia não chega... continuaremos a ser fiéis seguidoras da Zara e da H&M. E mesmo aí, confesso que cada vez mais compro peças da H&M Trend (à venda na H&M do edifício Grandella) e da Zara Evening Collection, que são mais caras, mais trendy e com maior qualidade (e com preços superiores aos das colecções normais).

    Onde gasto mais dinheiro é mesmo em sapatos. Não é nenhuma fortuna (daqui a uns meses espero comprar os meus primeiros Louboutins), mas já não compro na Blanco, BSK e por aí a fora, porque, na minha opinião, a qualidade é tão fraquinha....

    ResponderEliminar
  7. Eu acho que a qualidade é sempre melhor que a quantidade mas não acho que o teu raciocinio é o melhor.
    Comprar qualidade não é ir "às marcas do El Corte Ingles", é olhar para as etiquetas das roupas antes de comprar e ver os materiais. Podes comprar um lindo vestido carissimo de boa marca mas de polyester (basta ir a net-a-porter onde tem marcas famosissimas para encontrar) e comprar uma blusa 100% algodão ou seda na Zara e outras. E entre a 1ª e a 2ª opção escolho sem dúvida a 2ª. Qualidade não vem das marcas, e muita gente não entende isso. É verdade que normalmente as marcas têm qualidade, mas não é em todos os produtos, e é nisso que temos de apostar.

    ResponderEliminar
  8. 2amigas: Eu concordo plenamente com o que disseste! Marca não é efectivamente qualidade! Há peças na Zara que são espectaculares, e peças no net-a-porter/el cort inglés que são mesmo horríveis! Mas é certo que, por norma, a qualidade tende a ficar associada às marcas... Mas todos sabemos que não é bem assim, mas para falar de uma maneira geral neste post, tive que enumerar marcas que as pessoas associam a um determinado grau de qualidade.

    E marcas do "El Cort Inglés" é mesmo uma expressão minha porque são marcas que vejo sempre por lá (as que mencionei) - é só uma expressão! (:

    Mas compreendo o que dizes e concordo contigo.. Simplesmente tive que falar de um modo geral! (:

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  9. eu não tenho uma opinião formada à cerca disto, há muita coisa de nome ou de marca com aspecto duvidoso e por outro lado há muita coisa duvidosa com optimo aspecto...há coisas caríssimas e boas horríveis...o teste ao novo rico.
    Eu para já prefiro ser média (na medida em que tenho coisas de marca e outras muito rafeiras) às vezes até ter um ar trash, mas nunca caro e piroso... daqui a uns largos anos de poder de compra então veremos se vou ser uma nova rica... ou uma velha pobre hahaha***

    gosto imenso destas publicações, são quase debates entre bloggers*

    ResponderEliminar
  10. eu sou da opinião que independentemente do saldo da nossa conta bancária,devemos apostar nakilo k gostamos realmente e k vale a pena comprar,pois n vale a pena gastar 2eur ou 2000 eur em algo k n dura nem um mês.de facto a kalidade em primeiro lugar!!mm k no futuro tenha um ordenado k me dê ao luxo de poder comprar coisas de marcas cm LV e por aí adiante..sou do genero de rapariga k têm em conta mtos factores antes d comprar.ainda ontem na Zara c uma amiga disse "n dou 40 eur por estas socas,este material parece k vai desfazer-se".
    gostei da tua reflexão no post e concordo c ela:D

    ResponderEliminar
  11. Hello there, olha eu tnh o 1 episódio de um dos documentários do Estoril FashionArt Festival no meu blog (com legendas em Inglês). É o Signé Chanel, não sei se era esse que querias ver, mas eu gostei imenso.

    ResponderEliminar
  12. acho que nao podes comparar uma miss sixty com uma parfois. nem esta com uma carolina herrera...

    ResponderEliminar
  13. bem, vai aqui uma discussão super interessante =)

    Eu assumo-me como uma consumidora intermédia, tendo coisas de qualidade (poucas) e intermédias. Acho que cada vez mais olho à qualidade das peças (não marca), reparo nos seus acabamentos, materiais, design. Apesar de adorar H&M cada vez mais tenho uma conversa interior comigo própria sobre a qualidade da marca que me parece ter diminuido.. A Zara vai enchendo as minhas medidas com algumas peças que vou amando, começo a gostar mais de marcas intermedias que não são fast fashion mas ainda não é considerado luxo. Penso que muito disso provem do crescimento e mudanças pessoais como sair da faculdade e trabalhar, ter uma situação financeira mais regular etc. Sei aquilo que gostaria de comprar mas não há nada que goste mais do que misturar... penso que entre Prada, Hermes, Marc Jabos, Topshop, Zara, vintage... entre outras quaisquer com o toque certo tudo se mistura e encaixa =)

    **, bejinho sU

    ResponderEliminar
  14. Eu estou assim também Su. H&M para roupa para mim não funciona por causa das modelagens da roupa, e os acabamentos também não são grande coisa! A Zara de senhora acho óptima para roupas mais "clássicas", e a Trafaluc para tendências. Eu ando muito surpreendida com a qualidade da Zara.

    Anónimo - eu também acho que não se pode comparar essas três marcas, nem comparei! Muito pelo contrário - acho que são três níveis bem diferentes de qualidade!


    Beijinhos - adorei todas as vossas opiniões!! (;

    ResponderEliminar
  15. Eu nunca fui muito de ligar a qualidade das coisas, dependo do que se trata, se for maquiagem, ou coisas assim para a pele, prefiro qualidade sem duvida, em relaçao ao calçado, sem duvida que tem que ter alguma qualidade tambem.
    Agora de resto, roupa, sacos, biju, continuo a preferir quantidade, desde que goste da peça e do modelo para mim é o mais importante.

    Mas se a coisa que odeio, é ver a venda coisas de marca, quando realmente sao falsificadas... nao sei como a gente que consegue comprar, se nao ha dinheiro para comprar alguma coisa de marca,ou continua-se a poupar ou nao se comprar, qual é a piada de ter uns oculos a dizer DIOR se vieram da loja dos chineses mais proxima! :D


    Adoro o teu blog :D beijinhos

    ResponderEliminar
  16. Gosto do debate :) Bem, aqui acho que entramos em mais que dois campos: qualidade e quantidade; entramos também em marca, prestígio, etc... No que diz respeito a qualidade, confesso que muitas vezes determino o uso que vou dar ao produto. Por exemplo, sapatos para mim devem ser das coisas que mais valor dou à qualidade e que mais me importo que durem. Vou ser sincera, eu farto-me muito depressa das minhas peças de roupa e tenho um pouco essa necessidade de "quantidade". Há coisas que compro e sei que não vou utilizar muitas vezes. Também digamos que só estou a acabar agora a faculdade (e em emprego, vamos lá ver como correrá), portanto a situação financeira também não será das melhores. Ás vezes , há prioridades, que nos fazem repensar sobre preços e marcas.
    O que eu sou fã mesmo é de uma boa relação qualidade-preço. Com isto quero dizer, que qualidade de facto é importante, e que encontrando-a a preços acessíveis, melhor ainda :)

    ResponderEliminar
  17. Sinceramente eu sou mais na quantidade, mas tb o meu ordenado não me permitiria certas compras de Grandes Nomes. Em certas e determinadas peças, gosto de subir um bocado a fasquia porque acho que compensa, por exemplo nos casacos e sapatos. Porque como diz um amigo «não sou suficientemente rico para comprar coisas baratas ;)»

    ResponderEliminar
  18. Olá! Sou leitora assídua deste blog, mas n comentadora. Desta vez achei o tópico tão interessante que tive de dar a minha opinião =)
    Tenho 22 anos, termino a licenciatura dentro de dias, pertenço à classe média mas n tenho possibilidades de adquirir imensas peças de designers.

    Penso que neste tema, tudo é uma questão de bom senso. No meu caso, adoro a Zara principalmente para básicos e peças clássicas (calças, blazers, camisas, sapatos e malas); na H&M, Stradivarius e afins compro algumas peças trendy mais baratas, reconhecendo que é preciso estar atenta no que respeita a qualidade e acabamentos.
    Tento ter alguns items essenciais de boa qualidade, aqueles que em geral não passam de moda. Prefiro ter uma mala em pele da Cavalinho do que uma LV falsa de plástico, uns óculos de sol de marca e mais uns quantos parzitos baratos da H&M, um relógio Guess ou Calvin Klein e outros das tendinhas de rua...
    No meu caso, quando tiver um emprego ou mm se fosse muito abastada, continuaria a fazer o mm. Por exemplo, compraria indubitavelmente uma Chanel 2.55 mas continuaria a adquirir malas das chamadas cadeias "fast fashion".
    O bom gosto, a classe e o estilo n dependem propriamente do que se usa, mas da forma como se usa. A qualidade é relativa e nem sempre está associada às labels. Além disso, temos aprendido com pessoas como a Olivia Palermo (que é fã assumidíssima da TopShop e uma mulher repleta de estilo!) que conjugações de labels com fast fashion podem de facto ser estrondosas, ter qualidade e bom gosto.

    ResponderEliminar
  19. Sim Joana concordo contigo, hoje em dia as marcas já são relativas... E facilmente se consegue fazer hi-lo - que está até muito in neste momento, visto que um look carregado de labels é considerado "fatela" lol

    Eu quando quis dizer que o look LV-roupa da feira, aplica-se mais aquelas pessoas que das duas uma: compram uma falsa para fazer vista e dá um ar muito fatela, ou são mesmo aquelas pessoas que adoram andar com roupas de polyester, plasticos, etc, apesar de terem dinheiro não têm olho para boas peças (nem bom gosto). Eu peço desculpa se não estou a conseguir exprimir bem a minha ideia! É que aqui na margem sul este tipo de visão é o prato do dia... LOL Onde vocês moram, já não sei como é...


    Beijinhos

    ResponderEliminar

Obrigado por comentarem!

PORTAL